quinta-feira, 7 de maio de 2009

Playing for a Change

Acabei de receber no email um projeto que achei absolutamente fantástico. Uma equipe filma e capta o som com perfeição de pessoas tocando uma mesma música, em diversos lugares ao redor do globo, transmitindo uma mensagem de paz.

A qualidade da música produzida é incrivelmente alta. As vezes eu digo que prefiro o “cover” ao original, mas nesse caso aí, é melhor que qualquer original ou qualquer cover que posso existir.

Congo, Africa do Sul, Estados Unidos, Holanda, Israel, Nepal, França e Itália são alguns dos países presentes nas filmagens. E os instrumentos utilizados são os mais diversos: coros, saxofone, baixo, guitarra, violão, cítara, atabaques entre outro que eu nem mesmo sei o nome.

Confira o site com todos os vídeos:  http://www.playingforchange.com/

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Futebol e a Cerveja

Fazia tempo que não ia ao Maracanã, mas neste último sábado estive lá para prestigiar uma das semi finais da Taça Rio, entre Vasco e Botafogo.
Ao chegar no entorno do estádio Mário Filho, uma das primeiras cenas que vi foi a de um homem com um isopor pendurado em seu pescoço vendendo uma latinha para dois outros rapazes que chegavam para assistir o jogo. De surpresa chegam dois guardas municipais e o homem com isopor leva um susto e aparentemente começa a se explicar para os guardas, então, um dos guardas enfia a mão dentro do isopor e pega uma latinha e logo após este fato manda o homem com isopor embora, e ele sai correndo desesperado. Neste momento eu já estava pensando que ele havia roubado aquela latinha para beber e estava xingando-o de todos os nomes feios e sujos existentes na face da terra. Mas então que ele pega a latinha, atira ao chão e pisa com toda sua força, explodindo a lata e espirrando aquele líquido em todos q estavam em volta.
Bom, esta foi uma forma de repressão adotada pelos agentes da guarda, que deveriam coibir a venda de bebidas no entorno do estádio. E, ao invés de confiscar toda sua mercadoria, confiscaram apenas uma, mandaram o ambulante embora e destruiram aquele item (Aqui não pretendo debater se a ação dele foi correta ou não). Pouco depois fui perceber que aquilo que ele destruiu era uma lata de cerveja. E ligando os fatos de notícias antigas que leio, me lembrei que é proibido vender bebidas alcoólicas em estádios de futebol e suas redondezas.
Assim que entrei no estádio também foi engraçado. Fui comprar um refrigerante e vi na placa de preços algo escrito desta forma: "Cerveja S.A. - R$3,00". Pensei eu em minha total inocência, "seria este SA Sociedade Anônima?", mas não esta sigla quer dizer "Sem Álcool". É mais uma vez a lei sendo posta em prática no estádio.
Assim que me encaminhei para a arquibancada a primeira coisa que vi no campo, depois daquele verde todo, foram uma placas vermelhas com um texto em amarelo (no melhor estilo excitação capitalista) que dizia "Itaipava". Curioso, não? É proibida a venda de bebidas alcoólicas no estádio, mas a sua propaganda está ok? Algum de vocês (se é que alguém lê isso) já assistiu jogo em algum buteco pé sujo de esquina? Já viu como os ânimos ficam tão aflorados quanto ao de pessoas que estão em um estádio? Então qual é a diferença entre se vender cerveja no estádio e estimular visualmente milhares ou milhões de pessoas que estão vendo o jogo em butecos e bebendo cerveja (e não Itaipava)? Não seria o caso de se proibir o patrocínio aos esportes de cervejas? Ou para este caso abre-se uma exceção como o que foi feito para o Cigarro na Fórmula 1?

Quer saber mais de futebol?
Ou de Cerveja?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

"Cada um no seu quadrado": Foucault e as formas de controle social na sociedade contemporânea

Bom, como muitos devem saber eu estou escrevendo minha monografia e não tenho tido muito tempo de postar aqui, por isso tudo anda tão cinza e pálido. Mas hoje eu não consegui me controlar, Foucault me animou a mente!
Estava eu na Biblioteca Central do Gragoatá fazendo minha pequenas leituras de Foucault e Deleuze quando me deparei com quatro formas de organização espacial, descritas pelo Michel, que visam promover o controle dos corpos dóceis nas sociedades.
Uma destas formas se chama "clausura", e basicamente o autor diz que este método consiste em um quadriculamento do espaço, deixando cada um no seu quadrado e cada quadrado com seu cada um.
Foucault era, realmente, um ser visionário, não?

Agradecimentos ao Prof. André Luiz, graduado em História pela Universidade Federal Fluminense, pelo título do grande trabalho científico aqui postado.

domingo, 17 de agosto de 2008

manifesto de um futuro publicitário

Se ainda existe alguém que leia isso e que não me conheça, eu faço 2 faculdades, Publicidade e Propaganda e Estudos de Mídia.
Desde meu início em Publicidade em 2005 eu me sentia mal com uma coisa, um certo preconceito dentro do curso. Em uma grande parte das matérias que cursei a ênfase maior sempre foi dada para o Jornalismo, todos os professores sempre davam exemplos falando de jornais, falando de quando fôssemos escrever uma matéria ou quando estivéssemos dentro de um jornal. Mas eles sempre se esqueceram que as turmas eram compostas por futuros publicitários e jornalistas. E ao falar sempre dando exemplos de jornalismo acabava por desanimar, e muito, várias pessoas que optavam por publicidade.
Acredito que sob os olhos de profissionais de comunicação (que em geral são chamados de jornalistas) os publicitários são muito menosprezados, são vistos como seres que não pensam muito, que só sabem fazer uns desenhos bonitos e encontrar uma forma de vender um produto.
Até mesmo dentro de uma assessoria de comunicação (pela minha mínima vivência e leitura) a profissão de publicitário é deixada de lado e a assessoria de comunicação é quase que vista como uma assessoria de imprensa. E sempre que eu paro pra pensar nisso eu me pergunto porque o jornalista é a peça chave da comunicação social em geral? Porque ele sabe escrever melhor?!?! Mas um publicitário também sabe escrever, afinal, temos que escrever pra convencer alguém de alguma coisa, usamos recursos de convencimento. Porque em uma assessoria de comunicação um jornalista é TÃO importante assim? Se um publicitário aprende marketing e branding, porque o jornalista é peça chave em um departamento que deve ralçar a marca da instituição e pensar no endomarketing dela?
Não quero menosprezar a profissão de jornalista, de forma alguma! Mas o que me entristece muito é essa desvalorização (isso foi o que eu vi e senti desde o início da minha faculdade) intelectual e gerencial que sofre o profissional de publicidade, visto que muito do conteúdo estudado é semelhante ao das outras habilitações da comunicação social: cinema, RP, jornalismo etc.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O futuro é a Mobilidade

Grande descoberta a minha não é?

Desde o século 19, 20 nós já nos tornamos indivíduos e cada vez mais no individualizamos, temos as coisas somente nossas, não repartimos. Nesses últimos anos, pôde perceber (sem nenhuma base estatístisca) o crescimento da venda da laptops, de smartphones, smartphones esses, que podem ser vistos como os ícones principais dessa mobilidade, dessa convergência, como diria a RedBull, é tudo junto, ao mesmo tempo. Mas ao meu ver, os laptops estão, já, fadados a desaparecer (dããã, grande descoberta também né? Tudo que é sólido desmancha no ar! ora bolas).

Mas previsões são sempre muito complicadas, afinal elas dependem de tendências, de marketing, de publicidade, de dinheiro, de vontade, em resumo, de um mooonte de coisa.

Ultimamente eu tenho visto que alguns programas, como o firefox, lançaram suas versões portable. E também tenho visto, que é possível instalar sistemas operacionais em um pendrive, em um cartãozinho de memória. Mas também pudera, essas coisinhas crescem de espaço a cada dia, na última semana comprei um pendrive de 8g, vi em uma loja um de 16Gb, em outra um de 32Gb e meu irmão me enviou um link de um cartão de 64Gb. Essas descobertas se deram no intervalo de 5dias. O que isso me fez pensar foi que eu posso instalar o meu sistema operacional no meu pendrive, com todos meus programas, minhas configurações, meus links, minhas fotos, tudo meu, e usar os computadores de amigos, de lanhouses, da faculdade, como mero suporte pro meu SO ali, ou seja, meu computador vai estar onde eu quiser, ele vai estar no meu bolso.

Nossa, agora o meu computador também foi virtualizado.

sábado, 24 de maio de 2008

Second Life, a minha experiência

Bom, após um longo inverno sem escrever, pelos mais variados motivos. Trabalhos finais, trabalhos intermediários, criatividade dedicada aos trabalhos, falta de tempo etc. Resolvi escrever sobre a minha terceira, e aparentemente última, experiência com o Second Life.
A maioria de vocês que leem esse meu blog, o que não deve passar de 4 pessoas, deve saber que Second Life é tendência, é tendência a um bom tempo já. Por conta disso eu resolvi fazer uma experiência antropológica (ou virtual-antropológica) nesse jogo (ou simulador de vida).
Na minha opinião, ainda falta muito para que o second life deixe de ser tendência e se torne realidade. Nessas minhas experiências eu reparei alguns problemas que dificultam o seu uso. O primeiro foi no aspecto técnico da coisa. Meu computador aqui não é uma porcaria, tem uma configuração até decente, mas mesmo assim o sistema roda leeeeeento toda vida, e eu acredito também que minha conexão com a internet seja mediana, nem algo tão bom, nem tão ruim, tenho 600K, e quando eu entro no jogo, as coisas demoram séculos para carregar e algumas vezes tenho um lag grotesco.
Mas o que me espantou mais ali foi a dificuldade que eu tive para fazer tudo ali dentro. Já de início criar o meu avatar foi muito difícil, eu queria fazer algo parecido comigo. Mas como existem TANTAS configurações e uma influencia muito na outra, é uma coisa extremamente difícil criar avatares, colocar texturas etc. Também achei a criação de roupas muito muito difícil.
O legal do secondlife seria encontrar pessoas, conversar, interagir, mas eu não consegui encontrar ninguém lá, não sabia como conversar e tudo mais. Fui até pro Rio de Janeiro, que é um local criado pela Prefeitura do Rio pra incentivo do turismo, e mesmo lá eu achei absurdamente dificil fazer qualquer coisa. E eu também não sabia o que fazer.
As idas de um lugar para o outro são até faceis, porque você pode simplesmente se teletransportar. Mas o difícil MESMO é saber para onde ir e o que fazer. Passei mal de verdade tentando isso.
Além de tudo, acredito que não fui só eu que tive esse dificuldade ali, eu já conversei com algumas pessoas na faculdade, que foram conhecer o secondlife pelo mesmo motivo que eu e tiveram as mesmas dificuldades que eu.
Por último, se alguma alma caridosa, perdida e conhecedora de secondlife ler isso aqui. Deixa nos comentários algumas dicas de como facilitar a vida de todos lá. Porque, de verdade, a experiência de usuário inicial é algo muito dificil e assustador. Portanto, se você achou muito dificil também usar isso, dá uma lida nos comentários e torce pra ter alguma dica de alguém!

sábado, 12 de abril de 2008

A Felicidade

O que me incentivou a escrever sobre essa tal dessa felicidade foi o filme "A Procura da Felicidade" com o Will Smith. Muita gente falou que o filme era lindo, era de chorar, merecia prêmios, todos gostaram, e eu nessa me achei um alienígena. Não achei o filme nada tocante, não me comovi, não cheguei perto de chorar, pelo contrário, fiquei com raiva.
Bom, o filme começa bem difícil pro Will, ele está desempregado, tentando ganhar dinheiro de alguma forma. Ele vive com a mulher e o filho, a mulher dele é um catiço (como diz a Jess), e o filho é uma gracinha. Em um momento a mulher dele vai embora e deixa ele com o filho. É aí que ele perde a casa e tem que ir pra um hotel, perde o hotel e tem que dormir no metrô. Mas ele estava dando o jeito dele, ele vendia uns scanners para poder comprar comida, dormia em lar de desabrigados, trabalhava de graça numa empresa que ele talvez poderia ser contratado. Realmente não era nada fácil a vida dele. Sem querer me comparar a situação dele, mas, a vida de quem é fácil?
Mas não foi o desenrolar da história em si que me irritou profundamente, foi o final do filme. Assim que ele consegue o tão sonhado emprego em que ele, até então, trabalhava de graça, ele comenta algo como que agora que ele tem trabalho é que ele está feliz. Obviamente a vida dele era muito difícil, mas ele tinha o filho dele que era uma gracinha, ajudava o pai, não atrapalhava, eles se divertiam mesmo com as dificuldades, e, ao meu ver, ele era feliz com o filho, apesar dos problemas. O filme, como o senso comum, ligou diretamente o trabalho à felicidade. Ali no filme, assim que ele arranjou o trabalho já era feliz, não importava o quanto ia receber, não importava se a empresa iria demití-lo na primeira semana, não importava onde ele ia morar, já que ele tinha trabalho ele era feliz, puro e simplesmente. Engraçado como esse filme fez esse sucesso todo só por reafirmar algo que todo o senso comum nos diz, que precisamos trabalhar pra sermos felizes. Afinal, "o trabalho enobrece o homem", certo?