segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ponta de cigarro também é lixo.

O cigarro. Não escondo que tenho um nojo profundo em relação a ele, não escondo que odeio sentir o fedor quando tem alguém fumando do meu lado e minha vontade é de dar um tapão no cigarro dessa pessoa, não escondo que eu acho que cada pessoa que resolva fumar, deveria andar com um cubículo fechado em si mesmo para fumar e não encher o saco de quem não fuma e não gosta do cheiro. Também acho um absurdo existir uma lei federal que proiba o fumo dentro de ambientes públicos fechados, mas que todo mundo ache super normal sentir o fedor de um cigarro dentro de boites ou bares.

Deixo alguns dados sobre fumo que peguei de uma reportagem no G1:

  • “Atualmente, 18,8% da população brasileira com mais de 15 anos é fumante.”
  • “No Brasil, 200 mil mortes anuais são causadas pelo tabagismo.”
  • “… fumantes passivos têm um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de ter câncer de pulmão.”

Mas deixando minha indignação contra o cigarro de lado, eu queria falar de uma coisa simples, a ponta do cigarro. Eu poderia dar outra estatística aqui e falar que 98% das pessoas que fumam acham que aquela pontinha que sobre não é lixo e jogam elas naturalmente no chão, no lugar que estejam.

Como a maioria dos leitores daqui sabe, eu estudo no IACS, e sou orgulhoso de estudar lá e saber que existem muitas pessoas “antenadas” que se importam com movimentos sociais, se importam com poluição, com natureza. Mas é muito frequente ver algum fumante, lá, jogar essa pontinha de cigarro no chão. Sempre que vejo isso eu sinto uma raiva profunda! Quando minha mãe joga do meu lado eu também sinto uma raiva grande, mas já consegui ensinar a ela que aquilo também é lixo, então ela apaga direitinho e joga no lugar correto: uma lixeira.

Deixo aqui meu pedido encarecido para todos, fumantes ou não fumantes. Eduquem (-se)! Ponta de cigarro também é lixo!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fluxo de trabalho, qual é a melhor solução?

Eu estava conversando com meu amigo Sávio e discutindo sobre o fluxo de trabalho de criação em design. Chegamos a conclusão de que é um problema MUITO grande o cliente chato, que aprova layout, liga, desaprova, muda isso e aquilo, você refaz, ele não gosta de algo, você refaz, ele não gosta, você refaz, ele não gosta, você refaz, ele manda cancelar o serviço. Duas semanas depois você vê um layout com ele IGUAL ao seu, que ele levou a idéia para o sobrinho dele produzir.

Como evitar isso? Pensei em duas estratégias.

Com o design e redesign:

  1. Faço o layout de três peças e apresento ao cliente;
  2. Ele mostra que layout prefere e dá as opiniões;
  3. Refaço o layout e reapresento, ele dá as opiniões;
  4. Refaço o último layout e apresento;
  5. Se ele quiser outro redesign, ele paga um certo valor por isso.

Com o roubo da idéia:

  1. Entro com uma ação na justiça, pois tenho toda a criação com datas e assinaturas dele e espero um processo lento;
  2. Peço um “sinal” para o trabalho, algo em torno de 40%.

Claro que isto vale para clientes pequenos, maldosos etc. Com outros clientes que paguem melhor e estejam acostumados com este tipo de trabalho seria mais fácil, creio.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Nokia 5800 - Comes with Music

Eu estava vendo televisão agora e me deparei com uma propaganda desse Nokia 5800 – Comes with Music. A campanha fala que ao adquirir este aparelho você vai poder baixar milhões de músicas grátis. Ao acessar o site da campanha, vi q este celular, nestes padrões está disponível no Brasil, Austrália, Alemanha, Itália, México e Cingapura. Se pararmos pra pensar, mesmo sem uma análise muito aprofundada, a maioria dos países são países onde as pessoas tem costume de comprar música, ao invés de somente baixar as MP3 da internet.

A primeira pergunta que eu fiz quando acabou a propaganda foi: “Mas o brasileiro não já baixa música grátis? Qual o diferencial desse celular então?”. Alguém pensou na cultura do brasileiro antes de importar essa campanha assim?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Playing for a Change

Acabei de receber no email um projeto que achei absolutamente fantástico. Uma equipe filma e capta o som com perfeição de pessoas tocando uma mesma música, em diversos lugares ao redor do globo, transmitindo uma mensagem de paz.

A qualidade da música produzida é incrivelmente alta. As vezes eu digo que prefiro o “cover” ao original, mas nesse caso aí, é melhor que qualquer original ou qualquer cover que posso existir.

Congo, Africa do Sul, Estados Unidos, Holanda, Israel, Nepal, França e Itália são alguns dos países presentes nas filmagens. E os instrumentos utilizados são os mais diversos: coros, saxofone, baixo, guitarra, violão, cítara, atabaques entre outro que eu nem mesmo sei o nome.

Confira o site com todos os vídeos:  http://www.playingforchange.com/

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Futebol e a Cerveja

Fazia tempo que não ia ao Maracanã, mas neste último sábado estive lá para prestigiar uma das semi finais da Taça Rio, entre Vasco e Botafogo.
Ao chegar no entorno do estádio Mário Filho, uma das primeiras cenas que vi foi a de um homem com um isopor pendurado em seu pescoço vendendo uma latinha para dois outros rapazes que chegavam para assistir o jogo. De surpresa chegam dois guardas municipais e o homem com isopor leva um susto e aparentemente começa a se explicar para os guardas, então, um dos guardas enfia a mão dentro do isopor e pega uma latinha e logo após este fato manda o homem com isopor embora, e ele sai correndo desesperado. Neste momento eu já estava pensando que ele havia roubado aquela latinha para beber e estava xingando-o de todos os nomes feios e sujos existentes na face da terra. Mas então que ele pega a latinha, atira ao chão e pisa com toda sua força, explodindo a lata e espirrando aquele líquido em todos q estavam em volta.
Bom, esta foi uma forma de repressão adotada pelos agentes da guarda, que deveriam coibir a venda de bebidas no entorno do estádio. E, ao invés de confiscar toda sua mercadoria, confiscaram apenas uma, mandaram o ambulante embora e destruiram aquele item (Aqui não pretendo debater se a ação dele foi correta ou não). Pouco depois fui perceber que aquilo que ele destruiu era uma lata de cerveja. E ligando os fatos de notícias antigas que leio, me lembrei que é proibido vender bebidas alcoólicas em estádios de futebol e suas redondezas.
Assim que entrei no estádio também foi engraçado. Fui comprar um refrigerante e vi na placa de preços algo escrito desta forma: "Cerveja S.A. - R$3,00". Pensei eu em minha total inocência, "seria este SA Sociedade Anônima?", mas não esta sigla quer dizer "Sem Álcool". É mais uma vez a lei sendo posta em prática no estádio.
Assim que me encaminhei para a arquibancada a primeira coisa que vi no campo, depois daquele verde todo, foram uma placas vermelhas com um texto em amarelo (no melhor estilo excitação capitalista) que dizia "Itaipava". Curioso, não? É proibida a venda de bebidas alcoólicas no estádio, mas a sua propaganda está ok? Algum de vocês (se é que alguém lê isso) já assistiu jogo em algum buteco pé sujo de esquina? Já viu como os ânimos ficam tão aflorados quanto ao de pessoas que estão em um estádio? Então qual é a diferença entre se vender cerveja no estádio e estimular visualmente milhares ou milhões de pessoas que estão vendo o jogo em butecos e bebendo cerveja (e não Itaipava)? Não seria o caso de se proibir o patrocínio aos esportes de cervejas? Ou para este caso abre-se uma exceção como o que foi feito para o Cigarro na Fórmula 1?

Quer saber mais de futebol?
Ou de Cerveja?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

"Cada um no seu quadrado": Foucault e as formas de controle social na sociedade contemporânea

Bom, como muitos devem saber eu estou escrevendo minha monografia e não tenho tido muito tempo de postar aqui, por isso tudo anda tão cinza e pálido. Mas hoje eu não consegui me controlar, Foucault me animou a mente!
Estava eu na Biblioteca Central do Gragoatá fazendo minha pequenas leituras de Foucault e Deleuze quando me deparei com quatro formas de organização espacial, descritas pelo Michel, que visam promover o controle dos corpos dóceis nas sociedades.
Uma destas formas se chama "clausura", e basicamente o autor diz que este método consiste em um quadriculamento do espaço, deixando cada um no seu quadrado e cada quadrado com seu cada um.
Foucault era, realmente, um ser visionário, não?

Agradecimentos ao Prof. André Luiz, graduado em História pela Universidade Federal Fluminense, pelo título do grande trabalho científico aqui postado.

domingo, 17 de agosto de 2008

manifesto de um futuro publicitário

Se ainda existe alguém que leia isso e que não me conheça, eu faço 2 faculdades, Publicidade e Propaganda e Estudos de Mídia.
Desde meu início em Publicidade em 2005 eu me sentia mal com uma coisa, um certo preconceito dentro do curso. Em uma grande parte das matérias que cursei a ênfase maior sempre foi dada para o Jornalismo, todos os professores sempre davam exemplos falando de jornais, falando de quando fôssemos escrever uma matéria ou quando estivéssemos dentro de um jornal. Mas eles sempre se esqueceram que as turmas eram compostas por futuros publicitários e jornalistas. E ao falar sempre dando exemplos de jornalismo acabava por desanimar, e muito, várias pessoas que optavam por publicidade.
Acredito que sob os olhos de profissionais de comunicação (que em geral são chamados de jornalistas) os publicitários são muito menosprezados, são vistos como seres que não pensam muito, que só sabem fazer uns desenhos bonitos e encontrar uma forma de vender um produto.
Até mesmo dentro de uma assessoria de comunicação (pela minha mínima vivência e leitura) a profissão de publicitário é deixada de lado e a assessoria de comunicação é quase que vista como uma assessoria de imprensa. E sempre que eu paro pra pensar nisso eu me pergunto porque o jornalista é a peça chave da comunicação social em geral? Porque ele sabe escrever melhor?!?! Mas um publicitário também sabe escrever, afinal, temos que escrever pra convencer alguém de alguma coisa, usamos recursos de convencimento. Porque em uma assessoria de comunicação um jornalista é TÃO importante assim? Se um publicitário aprende marketing e branding, porque o jornalista é peça chave em um departamento que deve ralçar a marca da instituição e pensar no endomarketing dela?
Não quero menosprezar a profissão de jornalista, de forma alguma! Mas o que me entristece muito é essa desvalorização (isso foi o que eu vi e senti desde o início da minha faculdade) intelectual e gerencial que sofre o profissional de publicidade, visto que muito do conteúdo estudado é semelhante ao das outras habilitações da comunicação social: cinema, RP, jornalismo etc.