terça-feira, 15 de setembro de 2009

Marcas bem estabelecidas


Ainda agora eu vi um post de uma campanha publicitária que usa esse gadget aí em cima pra mostrar coisas. Pela primeira vez na minha vida percebi que ele não tem logomarca alguma na sua frente, somente uma pequena logomarca em seu verso. Pensei: "Que burrada não colocar a marca na frente. Todos usam esse aparelho em campanhas e nunca a marca é veiculada". Mas não é nada necessário, porque a marca já está muito bem estabelecida e não existe a mínima necessidade em mostrar mais a marca, porque todos já sabem quem o fabrica. Talvez, com a marca estampada na frente acontecesse como aconteceu com o Nokia N95 nas propagandas do Banco do Brasil, que eles apagavam o pequeno escrito "nokia" da frente do celular.

Agora, não leia novamente o post e me diga duas coisas: Que marca é essa? Quantas vezes eu falei o nome dela?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Se a cauda é longa, o pescoço também deve ser

Provavelmente todos que leem este blog conhecem a teoria da cauda longa, do Chris Anderson, que recentemente lançou seu mais novo livro na internet, e de graça, ele se chama Free.
Bom, sua teoria da cauda longa fala do mercado de nichos e de como, com o desenvolvimento do e-commerce, os hits podem não vender mais que os produtos específicos de nicho, e como é lucrativo para as lojas virtuais venderem todos os tipos de produto, uma vez que não é necessário o espaço físico da loja ou até mesmo os estoques, eles podem ser sob demanda ou descentralizados. Em resumo a teoria fala isso (posso ter cometido algum erro, me desculpem, para mais, consulte o blog do Chris sobre esse assunto, ele se chama The Long Tail).
Então, comecei a pensar sobre o lado do artista que quer vender. Muitas bandas colocam suas músicas no MySpace, e só. Algumas vezes elas esquecem dos nichos de mercado que poderiam explorar, canais de audio específicos de seu publico, onde, talvez, seu trabalho pudesse ser mais divulgado.
Por mais que existe o espaço de promoção que é o hit, existem os outros, de nichos. Então, acho, que se a cauda é longa, o pescoço também deve ser. Principalmente no lado artístico e não de consumo de produtos, os produtores de conteúdo devem se preocupar em divulgar em todos os espaços destinados a isso, no caso da música eu digo, MySpace, LastFM, Deezer, Blip.fm, Orkut, TUDO!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Projeto Oriximiná e seus Olhares

Como uma grande parte de vocês já sabe, amanhã cedinho eu pego o voo para Oriximiná/PA. Lá eu vou realizar um projeto chamado "Oriximiná e seus Olhares" sob orientação da professora Ana Enne. Esse projeto pretende fotografar a região de Oriximiná, onde a UFF possui uma unidade avançada, criando um banco de dados de imagens para a UFF, além de oferecer uma oficina de olhar fotográfico para a comunidade, onde eles terão a oportunidade de conhecer um pouquinho do universo da fotografia. Também vou realizar algumas entrevistas com a população procurando descobrir como é que eles veem a própria cidade. E o melhor é que essa viagem toda será mediatizada, usando blog e twitter como ferramentas de suporto e de interação com vocês!


No blog eu postarei textos mais longos, fotos, as fotos que os locais fizerem também e qualquer outras produção que se mostre pertinente no momento. Espero conseguir fazer pelo menos um post diário para satisfazer as necessidades de voyeur de todos.
Já o twitter narrará quase que instantaneamente o meu cotidiano, mostrando o que está acontecendo o que eu pretendo naquele momento e o que eu estou fotografando, para mais tarde vocês poderem ver essas fotos e algum texto no blog.
Então eu conto com a participação de todos como público leitor e quem sabe até contribuinte, sugerindo imagens, angulos e perspectivas. por que não?


O endereço do blog é:
http://olharoriximina.blogspot.com
http://www.twitter.com/olharoriximina


ps.: Vale lembrar que todas as fotos que eu incluir no blog estão sob uma licensa de copy left, caso queiram reproduzí-las em qualquer meio/veículo, bastar me citar como fotógrafo. ;)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A cultura do Free

Já dizia o velho ditado: "Não existe almoço grátis". Mas o termo "velho" cai muito bem aí, parece que algo está mudando em nossa economia, parece que agora a cultura do free impera.
Na semana passada eu estava conversando com alguns amigos sobre essa mudança de paradigma econômico, que agora as pessoas se recusam a pagar por alguns tipos de serviços, principalmente os serviços online. Quem que lê este blog que paga algum serviço online?
Eu, pessoalmente, pago somente o flickr e acredito que me recusaria a pagar algum outro seviço online. Há algum tempo atrás rolou um buzz muito grande no ciberespaço devido a uma decisão da last.fm. O site decidiu cobrar uma taxa, aproximadamente R$6,00 por mês, para usuários de alguns países. Isso, por motivos óbvios, incluiu o Brasil, país onde todos queremos almoço grátis o tempo todo, principalmente no mundo virtual. Eu não acho que esse preço seja abusivo. Acho muito compatível com o poder aquisitivo de um classe média brasileiro que tenha uma banda larga e que escute música de todos os mais variados ritmos o dia todo.
Bom, continuando o raciocício da mudança de paradigmas sócio-econômico-culturais, em debate com um amigo, formado em história, ele levantou uma hipótese de que nada mudou. Que tudo continua a mesma coisa: as pessoas querem tudo pelo menor preço, e esse preço agora é o grátis.
Algumas correntes defendem que existe o banditismo (não aquele banditismo por falta de comida, sim aquele para ter o seu iPod, celular, Nike Shox etc, por questão de moda) porque o "cidadão" é hiperestimulado a consumir tudo aquilo o tempo todo, e como ele não possui um poder aquisitivo compatível para o consumo, a forma que ele encontrou de consumir foi roubando de quem pode consumir.
Então, nós todos somos hiperestimulados a consumir. Vemos placas de promoções o tempo todo, sempre dizendo que o preço é o menor, que parcela-se em 200x, que cobre-se qualquer oferta. A propaganda, o contexto e a nossa cultura nos faz querer consumir tudo o tempo todo, num frenesi alucinado (redundante, mas na cultura do hiperestímulo é permitido). E o ciberespaço não é diferente, e mais, é mais fácil conseguir algo grátis, como opções de software livre e ferramentas que rodam na nuvem de conexões. E se não existe grátis, é fácil, rouba-se, a pirataria está aí. Crackers quebram códigos de programas caríssimos o tempo todo.
Acha tudo uma palhaçada? O youtube deve ter um prejuízo de U$174,2 milhões este ano. Agora imagine a internet SEM o youtube, nossa globo, a fazenda, BBB, jeremias muito doido, tapa na pantera e outros. Imagine o youtube pago! Impossível.
Fato é que nossa economia muda um pouco, como tudo ela é levada ao seu extremo de consumo. E, coincidência ou não, o Chris Anderson, autor do livro "A Cauda Longa", lançou seu mais novo livro, entitulado "Free", disponibilizado também de forma free.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Futebol e religião

Um assunto que entrou em pauta ultimamente foi a questão de alguns jogadores brasileiros terem comemorado a vitória da Copa das Confederações através de um "culto" religioso no centro do campo. E isso despertou um incômodo principalmente no órgão maximo do futebol na Dinamarca, um país laico.

A notícia completa você confere aqui.

Comecei a pensar sobre o assunto. A primeira coisa que pensei foi: "Poxa, tudo bem, eles só rezaram, praticaram a sua religião ali. Quem acredita em algo tem o direito de agradecer a quem acha que tem que agradecer." Não tenho religião, mas respeito todas as religiões e suas práticas.
Então eu comeci a ir além no meu raciocínio e imaginei um muçulmano estendendo o tapete dentro de campo, virado pra Meca e começando a rezar. Todos sabemos que depois das Torres Gêmeas, os muçulmanos nunca mais serão vistos como amistosos. Mas tudo bem, ele só ajoelhou e começou a rezar, não tinha nenhuma bomba amarrada nem nada.
Mas fui ainda mais além e pensei em religiões menores, e pensei na seleção jamaicana. Suponha que os jogadores fossem Rastafaris e começassem a fumar maconha, o que a moral da sociedade acharia? Ou que alguns brasileiros fossem do culto do Santo Daime e começassem a ter alucinações dentro de campo (após o jogo, claro)? Ou até mesmo um exemplo mais proximo de nós, imaginem a umbanda e o candomblé, que por algumas vezes sacrificam animais em seus cultos. O que seria do PETA (que foi contra o Obama matar uma mosca) e do mundo ocidental se sacrificassem um bode no centro do campo!
Muitos vão dizer que essas manifestações não são religiões. Quem sou eu pra dizer o que é e o que não é religião? Ou mais, o que define que um culto tem o status de religião?

Então, é válido permitir cultos no esporte só porque eles estão dentro dos padrões morais ocidentais? Proibe-se tudo? Libera-se tudo?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Publicidade Hermana

É gente, acho que tenho acredito que algumas pessoas entram aqui, e acho que o twitter tem sido uma ótima forma de divulgar, mas indo ao que interessa…

Eu gosto pra caramba de publicidade argentina. Acho que elas são muito criativas, são engraçadas, a estética é muito bonita, algo meio retrô, mas ao mesmo tempo contemporâneo, nem antigo ni viejo, e até mesmo a redação (que não percebo muito) me agrada. Acho que ela consegue chegar muito perto das pessoas, do seu cotidiano, das coisas que pensamos mas não falamos.

Não sei se isso é coisa de publicidade argentina em geral ou se é a estética que a BBDO de lá adotou… Mas gosto, gosto mesmo.

Deixo aqui em baixo 4 vídeos que eu acho espetaculares.

Doritos – Que vuelvan los lentos (BBDO)

 

Sprite – Las cosas como son (acredito que seja BBDO também)

 

Não se atenham a esses vídeos, todos os vídeos de ambas as campanhas valem muito a pena ver e renderão momentos de prazer. ;)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Duas cabeças pensam melhor que uma.

Não muito raro, em algumas empresas sem experiência em design e criação, você vê o profissional de criação trabalhando sozinho. Isso aconteceu comigo em todos os lugares que estagiei até hoje (não que tenham sido muitos os lugares, como você pode ver no meu curriculum). Em todas essas vezes eu senti muito a falta de alguém da minha mesma área para criar, outras pessoas me ajudaram muito com críticas, sem querer desmerecê-las, mas elas eram desenvolvedoras de sistemas, jornalistas, programadoras, pscicólogas etc, mas nenhum designer ou alguém que pretendia fazer criação na vida (não vale pensar em um fazendeiro aqui).
Duas pessoas criando juntas, o que rola? Elas falam besteira, elas brincam, se sacaneiam, dão pitacos no trabalho da outra, fazem brainstorm, riem. Uma pessoa criando sozinha, o que rola? Ela fica sentada em frente ao pc, olha trabalho dos outros, lê blogs, conversa no msn. Uma pessoa sozinha não tem quem critique o trabalho dela, não tem quem ajude a desenvolver pontos fracos, tudo que está na tela é o gosto dela e o que ela acha q deve ser o trabalho, nesse caso só a opinião dela importa.